26 de novembro, 2009

Os planos de previdência privada mais procurados no Brasil e que podem garantir seu futuro

Comece a poupar o mais cedo possível, forme o patrimônio compatível com os seus sonhos e prepare-se para usufruir. O melhor vem depois!

A previdência privada ou complementar funciona como uma espécie de poupança de longo prazo e visa garantir uma aposentadoria confortável e o mesmo padrão financeiro de quando se está na ativa.

Diferentes tipos de planos vêm se consolidando na medida em que a previdência social (INSS) não consegue oferecer renda necessária para aqueles que querem parar de trabalhar ou planejam ter uma nova atividade. Os mais conhecidos no Brasil são o Benefício Livre (VGBL) e Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL). 

Veja na tabela abaixo as principais diferenças entre os dois e faça a sua escolha.  Mas fique atento, a maioria dos planos de previdência possui ao menos duas taxas de administração. Se alguma operadora lhe disser que não existem taxas ou que existe apenas uma, desconfie, pois as operadoras não são entidades de caridade.

As taxas incidentes nos planos de previdência privada são: taxa de carregamento (que incide sobre as contribuições e cobre despesas administrativas tais como envio de extratos, manutenção da central de atendimento, contabilidade) e taxa de administração de ativo (que incide sobre o patrimônio do fundo e cobre despesas com a administração dos recursos).

   PGBL

 

   Plano de previdência complementar que permite o acúmulo de recursos e a   

   contratação de renda para recebimento a partir de uma data escolhida pelo

   participante.

 

   Mais atraente para quem declara Imposto de Renda completo, pois 

   permite a dedução das contribuições realizadas até 12% da renda bruta.

 

   Haverá tributação de Imposto de Renda (conforme alíquota da tabela

   progressiva de imposto) sobre o valor das contribuições acumuladas e dos

   rendimentos por ocasião do resgate.

 

VGBL

Plano com possibilidade de acúmulo de recursos para o futuro, que podem ser resgatados na forma de renda mensal ou pagamento único a partir de uma data escolhida pelo participante.

Indicado para quem é isento, declara Imposto de Renda simplificado ou tem previdência complementar e/ou já abate o limite máximo de 12% da renda bruta anual. A contribuição ao plano não é dedutível para efeito de apuração do Imposto de Renda a pagar.

Haverá tributação de Imposto de Renda apenas sobre os valores dos rendimentos, de acordo com o regime de tributação escolhido – progressivo ou regressivo.

Principais Vantagens

Ø Participação em 100% da rentabilidade líquida obtida na gestão do FIFE (Fundo de Investimento Financeiro Exclusivo). Pode ser uma desvantagem em relação aos planos FGB em cenário de dificuldade para obtenção de rentabilidade.
Ø Possibilidades de contribuições adicionais a qualquer momento.
Ø Possibilidade de resgates a partir de 60 dias da contribuição.
Ø O cliente pode gerenciar seu plano, fazendo contribuições adicionais ou mudando a composição do fundo de investimento.
Ø A rentabilidade do fundo pode ser acompanhada pelos jornais.
Ø Em caso de falecimento do participante, o saldo acumulado no plano será devolvido aos beneficiários indicados.
Ø Opções de investimento de acordo com o perfil do indivíduo.

 

Com planejamento e determinação, você, certamente, chegará ao pós-carreira com dinheiro suficiente para realizar os seus projetos tão sonhados.

No livro “O Melhor vem depois: desvendando o enigma da longevidade” que escrevemos com a jornalista especializada em carreiras Andrea Giardino, editado pela Saraiva para lançamento durante a ExpoManagement’09, há dicas bacanas para ajudar a organizar sua carreira e propiciar uma vida cheia de realizações.

6 Comentários

  1. Luiz Soares - 26 de novembro de 2009 @ 2:34 pm

    Sem entrar no mérito do artigo acima, acho engraçado que você só cita as principais vantagens, e omite as desvantagens, que tal falar de taxa de carregamento, de taxa de administração e outros e no curto prazo acabam com a lucratividade, dentre outros. Artigo muito tendencioso. Luiz Soares

  2. Euzébio Tresse - 26 de novembro de 2009 @ 3:45 pm

    Gostei do texto, mas faltou indicar o valor das taxas cobradas: Taxa de carregamento e Taxa de administração de ativo

  3. Julio Sergio Cardozo - 26 de novembro de 2009 @ 4:46 pm

    Euzébio, no texto falamos das taxas de carregamento e de administração de forma simplificada. Gostei, porém da sua sugestão e em próximos artigos abordaremos as taxas mais detalhadamente. Obrigado.

  4. Julio Sergio Cardozo - 2 de dezembro de 2009 @ 3:47 pm

    Luiz Soares, como o tema é bem abrangente, serão necessários desdobramentos. Assim, tomando o seu comentário como sugestão, pensaremos em uma séria de artigos para melhor esclarecer. Também, convidaremos o especialista Marco Pontes para contribuir com comentários. Obrigado.

  5. Marco Pontes - 2 de dezembro de 2009 @ 8:56 pm

    Prezado EusébioAs taxas de carregamento variam muito em função do tipo de plano que o consumidor adquire. Em se tratando de planos de previdência na atualidade as EAPCs comercializam apenas os planos PGBLs e VGBLs. As taxas de carregamento que incidem sobre a contribuição efetuada pode chegar até 5%. Já as taxas de administração do Ativo variam da mesma forma, mas o limite máximo que observo esta em torno de 3% a.a. que considero, bastante elevado, pois incide sobre o montante do fundo acumulado. Lamentavelmente, na atualidade as operadoras comercializam apenas esses planos que mencionei. Tais planos que possuem características, eminentemente financeira, ficando o risco por conta do consumidor. Se a performance do fundo não for positiva, como ocorreu logo após a crise financeira no fim do ano passado, especialmente os fundos mais agressivos que possuem posições em ações, além da perda se refletir na cota, o participante do plano pode ser penalizado com a cobrança da taxa de administração. Todavia, entendo que os produtos atuariais tendem a voltar a ocupar espaço com a entrada das Resseguradoras. As taxas de administração, tendem no longo prazo a reduzir por força da competitividade entre as operadoras e o aumento do volume de reservas. Mas, fique atento. Se, por exemplo, possuir um plano no formato FGB não aceite a pressão das operadoras para migrar para um VGBL ou PGBL, pois o FGB tem algumas garantias interessantes como um indexador financeiro, acrescido de 6% a.a e um percentual do excendente financeiro. Resista se tiver um. O outro ponto que voc~e deve estar atento é quanto a tábua de sobrevivência empregada pelas operadoras e a taxa de desconto atuarial. Naturalmente se você estiver adquirindo o plano via sua empresa, as condições tendem a ser melhores do que adquirir, como pessoa física, especialmente se sua empresa possui um plano junto a uma EFPC. Se desejar maiores detalhes fique à vontade para contatar por meio do e-mail:marco.pontes@lgpconsulting.com.br.

  6. Marco Pontes - 2 de dezembro de 2009 @ 9:12 pm

    Boa noite Luiz Soares,Existem diversas formas de viabilizar uma renda para o período pós-carreira. O tema é complexo e abrangente.O capítulo que trata das finanças se preocupou em focar, apenas os produtos de previdência que hoje as operadoras oferecem às pessoas físicas. Naturalmente, dependendo do nível de renda,capacidade intelectual e profisisonal do indivíduo, ele pode dispor de outras alternativas para formar uma poupança ou se capitalizar para o momento pós-carreira. Talvez, eu seja um dos maiores críticos dos tipos de planos que hoje são comercializados pelas operadoras, visto que diferente dos produtos atuariais, a perda de uma performance negativa reflete diretamente na cota, e consequentemente no valor do benefício que o indivíduo irá receber. Penso que os produtos atuariais permite um folego maior ao longo do tempo para recuperar uma perda eventual. Quanto a taxas de carregamento e de administração que foi mencionada em seu comentário, acredito que o comentário que fiz ao Eusébio, logo após o seu questionamento responde , em parte sua pergunta. Se desejar esclarecimentos adicionais, entre em contato or meio do e-mail:marco.pontes@lgpconsulting.com.br.

Comentário

Perfil

Prof. Livre-docente Julio Sergio Cardozo

Consultor em gestão de negócios, conferencista, autor de livros e artigos e professor livre-docente em controladoria e finanças.

veja a biografia

O que estou lendo

O Melhor Vem depois. Desvendando o Enigma da Longevidade.
Longevidade é viver bem por muitos anos. Andrea Giardino & Julio Sergio Cardozo

 

Manual de Contabilidade Societária
Aplicável a todas as sociedades de acordo com as Normas Internacionais e do CPC.

Profissionais Tóxicos
Descubra e neutralize as atitudes que sabotam sua equipe.

A Marca Chamada Você
Crie uma Marca Pessoal de Destaque e Expanda seus Negócios.
 

 

 

Você não tem de ceder!Você não tem de ceder!
A
Trajetória de Força e Ética de um CEO no Brasil