23 de julho, 2009

“Repot yourselves”; tenha coragem de mudar

Estive visitando, esta semana, Andras Dobroy, um dos ícones do mercado de “hunting” do país, que se tornou um grande e estimado amigo. Em um certo momento da conversa, ao lembrar de sua trajetória profissional - que inclui passagens pela Ford, Chrysler e Spencer Stuart; inclusive fora do Brasil -, fiquei surpreso com a reviravolta que ele deu na carreira quando tinha apenas 40 anos.

Abandonava a longa estrada de sucesso na vida corporativa para saltar em vôo solo. Uma atitude corajosa para quem nasceu em uma geração que vestia a camisa da empresa. Não só  invejável foi sua determinação como seu perfil visionário pode ser digno de aplausos. Logo que entrou na Spencer Stuart, Andras vislumbrou a possibilidade de ser dono do próprio nariz. “Minha limitada, mas aguçada percepção de futuro me fez enxergar os passos que daria lá na frente”, me revelou.

Daquele dia em diante, começou a pensar que a vida corporativa não seria eterna ali - isso lá pelos 35, 37 anos. Visão perspicaz de quem entendeu que há fases em que é preciso mudar; seja mudar de área, de cargo, de posição, de emprego. Não podemos ignorar que o tempo é o senhor da razão, se soubermos olhar o tempo como um importante aliado para repensar nossas ações e decisões.

Não esqueça que você é o timoneiro do barco, de sua carreira. Não deixe o vento te levar para qualquer porto. Tenho outra amiga que enfrenta neste momento uma etapa crucial em sua vida profissional. Aos 38 anos, vive um grande dilema porque sabe que precisa dar uma guinada, mas não sabe que rumo tomar. Ela sofre, chora, tem crises de depressão.

De fato, transições nunca são fáceis. É preciso ter coragem e ousadia para mudar. Mudar sempre gera medo e, certamente, representa uma das tarefas mais difíceis. Saber que caminho perseguir é um enorme desafio. Mas o mais importante é não cometer o erro de tentar ignorar a hora de mudar. O encontro com Andras só reforçou minha percepção de que o profissional tem prazo de validade.

Quem chegou aos 40 e ainda não ocupa um cargo de liderança, provavelmente, ficará estagnado, com poucas chances de dar um salto. As empresas continuam querendo sangue novo e não tem jeito, se você está á beira dos 40 é preciso reavaliar a carreira e saber quando terá que se reinventar. O importante é identificar o momento certo de mudar e ter coragem para conduzir seu próprio barco.

Os “headhunters” americanos usam a expressão “repot”, literalmente transplantar o arbusto de um vaso para outro para dar nova vitalidade, para caracterizar o momento de reavaliar o progresso profissional e, eventualmente, trocar de empresa. Assim é nossa vida profissional, corporativa. Há momentos em que precisamos mudar de ares, mudar de empresa, mudar de profissão, mudar de país. Como o arbusto, a mudança de vaso tem que ser acompanhada de terra nova e adubada para revitalizar. Não estaria na hora de você reavaliar a sua carreira e dar um impulso revigorante?

Repot yourselves!

Categorias: [ Pessoas & Carreiras ]

45 Comentários

  1. Raquel Costa - 23 de julho de 2009 @ 4:11 pm

    Ótimo post! A vida é muito dinâmica e precisa de renovação. Já passei por isso algumas vezes, e sem dúvida dói deixar algumas coisas para trás e desembarcar no desconhecido (por mais planejado que seja).
    Por sorte ou não, no final (após algumas perdas) sempre valeu a pena.

    Repot yourselves!

  2. Caio Cesar Santos - 23 de julho de 2009 @ 7:31 pm

    Excelente post! Na verdade o que precisamos perguntar é: o que faz nossa vida valer a pena? Qual é o nosso propósito? Chega uma hora que a insatisfação é tão grande que por mais “bem sucedidos” que possamos parecer falta algo para dar sentido ao que somos e o que estamos fazendo. Isto é fácil de falar e difícil de colocar em prática.
    Para ajudar no questionamento se é hora de mudar ou não, segue um “Questionário da Vitalidade” para identificar se chegou a hora de mudar:
    1. Sinto que existe equilíbrio em minha vida?
    2. Dou, regularmente vigorosas gargalhadas?
    3. Vivo meus sonhos?
    4. Tenho me permitido tempo para a solidão?
    5. Tenho pelo menos duas pessoas acolhedoras na minha vida?
    6. Sinto a energia de uma ótima saúde?
    7. Tenho uma atividade espiritual na minha vida?
    8. Sinto que minha vida é importante?
    9. Minha recreação me recria?
    10. Tenho coragem de dizer “Não”?

    Total de respostas sim: ____
    Esta é uma excelente oportunidade de reflexão. O número total de respostas “Sim” reflete claramente as escolhas que você tem feito para levar uma vida que valha a pena e que o leve a sentir “êxtase de estar vivo”.
    Abraços e muito sucesso a todos!
    Caio Cesar Santos

  3. Magna Fortunato da Silva - 23 de julho de 2009 @ 9:31 pm

    O post é ótimo! Precisamos ter objetivos e fazer a nossa parte, sabendo que existe um “Deus” que rege todas as coisas e que “Êle” nos ajudará mesmo que tudo pareça perdido.

  4. Julio Sergio Cardozo - 24 de julho de 2009 @ 10:21 am

    Puxa, quantos comentários bacanas! O caso da minha amiga de 38 anos tem uma novidade: ela tem uma entrevista de emprego e,se tudo der certo, creio que a vida dela tomará novo rumo. Pelo menos, sinto que ela está entusiasmada. Meu pai trabalhou praticamente a vida laboral em uma única empresa desde os 16 anos e era o meu modelo. Preferi, porém, fazer diferente e exerci razoavelmente a mobilidade (ou “portabilidade profissional”, expressão que criei para o “repot” em terras brasilis) e não me arrependo. Ponho muita fé na geração Y neste quesito, pois será fundamental reavaliar constantemente o progresso na vida profissional para acompanhar a dinâmica cada vez mais acentuada na empregabilidade, no conjunto de competências e habilidades requeridas por um mundo inteiramente novo que se está delineando. Poucos se apercebem do que está rolando por aí. Fiquem atentos. O mundo nunca mais será o mesmo. “Everybody, let’s repot and enjoy the new life! With care and due consideration”

  5. Francis Fernandes - 27 de julho de 2009 @ 10:13 am

    O artigo publicado tem sua relativa importancia, mas o título atrai para a coragem que as pessoas tem que ter para empreender e deixa um alento àquelas que estão beirando os 40 e não tem uma posição firme dentro de sua organização. Acredito que poderia contemplar meios que encorajam para uma pessoa utilizar de seu know-how para desenvolver seu próprio negócio, destaque esse atribuido em somente um parágrafo.

  6. Sergio Antonio Meneghetti - 27 de julho de 2009 @ 10:54 am

    Boa tarde Julio Sergio!O progresso das pessoas depende naturalmente de sua ousadia, por conseqüência, é com a somatória de ousadias que o mundo se modifica e progride, assim a evolução está nas mãos destes corajosos. Ter coragem para mudar a nossa vida profissional sempre envolverá riscos, mas sem tentar não conquistaremos nenhuma vitória, também não saberemos o sabor amargo da derrota.Desta dualidade restará sempre uma lição:As dificuldades sempre serão nossas melhores amigas, pois só elas realmente podem medir nosso potencial.O conforto profissional é como um bicho peçonhento que sempre estará na espreita para nos atacar.Obs. Estou precisando ousar também.Boa sorte e agradecimentos para quem ousa no bem.Sergio Antonio Meneghetti - autor do livro: Intuição, Ferramenta de Trabalho.

  7. Francisco Albuquerque - 27 de julho de 2009 @ 12:35 pm

    Tenho 26 anos e estou passando por este momento de transição de carreira.Decidi por volta de 1 ano atrás, que eu tomaria conta da minha carreira profissional e desde então tenho trabalhado incansavelmente neste processo.É duro, difícil, mais muito gratificante.Para me apoiar, procurei a ajuda de um Coach que sem dúvida é o meio mais apropriado para orientação deste processo.Ouvi frases como: “É cedo, você é muito novo, aproveite mais o que você faz”, não foram suficientes para calar a voz que eu ouvia internamente me orientando a busca pela felicidade na minha carreira me dedicando a fazer as coisas que me trazem satisfação.A busca por fazer aquilo que gostamos e a decisão de não deixar mais a vida decidir por nós mesmos, são muito importantes para a nossa caminhada.Meu conselho é que se você sente este desejo, não desista de ir em frente e busque um profissional para ajudá-lo a traçar os caminhos e as melhores estratégias para alcançá-lo.Contato: franciscobalbuquerque@gmail.com

  8. Fabíola Bazi - 27 de julho de 2009 @ 2:50 pm

    Aos 31 anos dei a minha primeira reviravolta profissional, larguei um emprego estável, em multinacional de peso, para mudar radicalmente de área de atuação. Após quase um ano de dedicação, via processo de outplacement, conquistei a posição de Diretoria Geral em uma empresa do Terceiro Setor. Hoje, aos 36 anos, já planejo minha próxima reviravolta! Incrível o que o ser humano é capaz de fazer quando se permite motivar pelo prazer de uma vida plena, ao invés de ter a dor e o medo como estímulos para a mudança. Parabéns pelo artigo.

  9. Angélica Lopes - 27 de julho de 2009 @ 2:55 pm

    Sobre o tema, indico o blog http://andrea-coragemparamudar.blogspot.com, que trata com muita propriedade do assunto. É mantido pela coach Andrea Villas Boas, uma excelente profissional com a qual tive oportunidade de fazer o processo de coaching, que foi maravilhoso. Na longa trajetória da mudança, da guinada, da reviravolta, um grande estímulo é registrar as pequenas conquistas. Muitas vezes pequenas atitudes provocam grandes mudanças, principalmente na postura como encaramos a vida, a carreira e o mundo.

  10. Antônio Neto - 27 de julho de 2009 @ 2:58 pm

    Professor Julio, colo aqui o que escrevi no seu artigo no portal HSM.

    Artigo instigante. Soa como um tapa na cara, com uma luva de pelica. Lembro de uma fala do filme O Advogado do Diabo onde o protagonista recebe uma incisiva resposta, algo parecido com: “estamos negociando a todo momento”. Da mesma forma, penso que, devemos nos autoavaliar a todo instante, situação e experiência. Sempre é hora de aprender, e mudar. O percurso pode ter mais aclives, declives ou platós; mas caminhar é preciso.Aproveito também para comentar a oportunidade do tema: coragem. Na revista Vida Simples do mês de agosto de 2009, edição 82, o tema da capa é “Você tem coragem?” A despeito da crença popular, as pesquisas científicas - destaca-se o neurocientista e psicólogo clínico brasileiro Julio Peres-, têm mostrado que ter coragem é mais uma questão de planejamento e racionalidade que um puro impulso.
    Interessante. Fica a dica.

  11. Eduardo Sumacchi - 27 de julho de 2009 @ 3:09 pm

    Muito bom o artigo. Li recentemente um livro interessantíssimo sobre esse tema específico. Chama-se “Zona de Coragem” e, segundo seu autor, Sérgio Mena Barreto, é uma história fictícia. Lá o ponto de vista é outro: a mudança do personagem é forçada. Mas o autor fala da necessidade de alternar zona de conforto e coragem o tempo inteiro. E preparar-se pra isso! Ele também fala que todos nós temos ciclos, e é importante identificar seu momento de mudança. Muita coisa fez sentido pra mim depois que li esse livro, e também dei minha virada. Recomendo com prazer.

  12. Cristian Korny - 27 de julho de 2009 @ 3:50 pm

    Concordo, as empresas são preconceituosas, tem muito sangue novo aí que não tem nada de realmente novo para oferecer, mas a cultura não muda, mesmo que exista muita gente com 40 ou mais com alguma novidade a oferecer, ninguém na conpanhia é capaz de ver, se a visão da pessoa nessa idade é efetiva e sempre é solapada sem reconhecimento nem pagamento então é melhor dar o fora. Herói é aquele que não conseguiu fugir…

  13. José Miguel Sant Anna da Silva - 27 de julho de 2009 @ 4:25 pm

    Boa tarde, Julio! Por ser de muita relevância este artigo, este tema deveria ser tratado já nos cursos de graduação. Deveria haver palestra ou oficinas que pudessem dispertar nas pessoas esta visão. Por que senão quando se derem conta viram a vida passar somente pela lente da posição social, da remuneração e nunca da satisfação da realização pessoal. E aí vão sentir falta do planejamento estratégico pessoal. Um abraço. Contato:jsantannadasilva@yahoo.com.br

  14. Julio Sergio Cardozo - 27 de julho de 2009 @ 5:24 pm

    José Miguel, hoje em dia é preciso ter presente que não existem empregos vitalícios fora do serviço público. Até apadrinhados de políticos são passíveis de demissão. O conselho é ter sempre um plano B na gaveta. Abraços

  15. Julio Sergio Cardozo - 27 de julho de 2009 @ 5:26 pm

    Cristian, logo, logo as empresas vão se aperceber que não há substituto para o talento. Estou pensando em escrever artigo sobre o tema, com o título provisório de “A portabilidade profissional” ou algo neste sentido. Seu comentário é atual e pertinente.

  16. Julio Sergio Cardozo - 27 de julho de 2009 @ 5:32 pm

    Eduardo, ainda bem que você soube “dar a virada”. Poucos são capazes de fazê-lo sem traumas. Agora, às vezes, precisa-se de muita coragem para mudar, especialmente quando o salário é bom e a empresa bacana.

  17. Julio Sergio Cardozo - 27 de julho de 2009 @ 5:35 pm

    Fabíola, depoimento bacana. E melhor ainda que você compartilhou com muita gente no portal da HSM. Abraços

  18. Vanessa - 27 de julho de 2009 @ 5:48 pm

    Me considero uma Eterna Aprendiz, pois a cada função e empresa aproveito o cenário para desenvolver minha carreira profissional, e objetivando a melhoria contínua quando não estou satisfeita, vou a luta para reverter a situação, pois valorizo a satisfação profissional e confesso que a tomada de decisão causa medo, pois quebrar paradigmas e mudar exige planejamento e preparação para vencer, portanto o gratificante é ser protagonista da nossa carreira profissional.

  19. Giilberto Barros Lima - 27 de julho de 2009 @ 6:13 pm

    Não devemos nos esquecer que existiram duas realidades distintas. No passado, as mudanças na carreira não eram consideradas benéficas, saltar ou subir outros degraus eram condições inadequadas para o progresso da carreira. Atualmente, nessa realidade global, as coisas mudaram de figura, mudar significa crescer, desenvolver e vencer. O mundo não permite mais aqueles que estacionam na zona de conforto, a competição acirrada do capitalismo requer sangue novo, os mais velhos, desde que tenham absoluta experiência, ainda são reaproveitáveis em alguns setores. Essas duas realidades se confrontam, mas o presente cotidiano permite que o ser humano seja cada vez mais inconformado e que busque incessantemente outros caminhos para saciar a sede de alcançar uma vida, ou “status” nessa sociedade mundial.

  20. Dener Carvalho - 28 de julho de 2009 @ 6:39 am

    Muito interessante o artigo. Nos faz refletir sim, sobre a necessidade de mudança e do medo que muitos de nós temos dessa mudança. A reflexão de que, não vale a pena nos mantermos em uma zona de conforto, mas desmotivados..sem aquele brilho nos olhos, com medo de mudarmos e do que vamos encontrar lá fora.

  21. Sergio Marques - 28 de julho de 2009 @ 9:44 am

    Muito bom o artigo. Realmente nos faz pensar em nossa vida profissional, no porquê de tanta dedicação nas empresas dos outros e não tentarmos fazer o mesmo para nós. As vezes faltam idéias do quê fazer nesse mundo tão concorrido e, também o medo de arriscar causa muita insegurança. Parabenizo as pessoas que com muita experiencia adiquirida, amadurecem suas idéias, agarram a oportunidade e vão em frente. São pessoas que sonham e tornam esse sonho realidade. Ou, mudam de vaso!!!!!!!!!!

  22. Tania Vellasco - 28 de julho de 2009 @ 1:53 pm

    Tive o prazer de conhecer Andras Dobroy um ser humano maravilhoso que sabe usar muito bem os conhecimentos adquiridos na vida, isso é Sabedoria. Na mudança temos que estar prontos para assumir os riscos. Coragem para ir em frente e abandonar o que não lhe permite o crescimento como profissional e ser humano,” Ter Qualidade de Vida”. Trabalhar com profissionais qualificados e que são comprometidos em sempre atender bem e ter a humildade para aprender a todo momento.Não importa a idade, a Empresa … o importante é saber aonde quer ir e como fazer para chegar lá.Com certeza o esforço será recompensado na felicidade de viver o Presente de estar aonde você decidiu! Sucesso a todos e coragem para mudar, quando for necessário.

  23. Francisco Albuquerque - 28 de julho de 2009 @ 7:59 pm

    Parabéns pelo texto Júlio… Tenho um blog que comento sobre esse tipo de assunto. Aliás, este é um dos meus projetos profissionais…Carreira, Planejamento e Estratégia…http://anossageracaoy.kinghost.net/

  24. Antonio F. Alves - 30 de julho de 2009 @ 9:17 am

    Caro leitor, francamente, quem num mercado de empreendimentos tão fugazes e onde o mais bobo belisca azulejo com luva de boxe, abandonaria uma longa estrada de sucesso na vida corporativa para saltar em voo solo? O “repot” deverá ser feito desde que esteja alinhado com a busca de se realizar um sonho e com o seu senso de oportunidade e não de fuga de um insucesso! O artigo deve ter o seu título alterado para: “Tenha coragem de duvidar” Portanto, rejeite os rótulos, tanto para o sangue novo - você não é tão valioso assim, dê uma olha na sua remuneração - quanto para os descartáveis quarentões, afinal você ultrapassará em muito os 40 anos! Tenha sempre um plano B e o ponha em marcha quando achar conveniente. É isto.

  25. Enéias Mendes - 30 de julho de 2009 @ 7:49 pm

    Olá Júlio Sérgio !!! Esse assunto é algo que tem esmurrado minha mente dia-a-dia e acredito que de muitos, mas infelizmente por causa da chamada “zona de conforto” nossa vida profissional acaba virando uma “zona” também , esse seu artigo vem só confirmar , alguns passos que preciso dar para tornar tangível, meus pensamentos. Obrigado Professor ! ! ( Apareça no Eça )

  26. Fabrício Ferreira - 30 de julho de 2009 @ 8:33 pm

    Se deve ter equilíbrio. Empreender não é simplesmente mergulhar de cabeça na aventura de montar um negócio, mas de usar as oportunidades reais que a vida nos apresenta para transformar situações adversas em consolidação de sucesso.

  27. Julio Sergio Cardozo - 31 de julho de 2009 @ 5:26 pm

    Vanessa, palavras sábias. E também há a questão do respeito profissional. Dificilmente, haverá um mundo em que a relação capital/trabalho seja justa, pois sempre haverá desequilíbrio. Veja o caso do Schumacher. A Ferrari não pensou duas vezes e foi lá tirá-lo da aposentadoria por precisar do seu indiscutível talento. Pode ser uma exceção e de fato é. Se você tem talento e este não é reconhecido, o “repoting” deve ser considerado. Abraços.

  28. Julio Sergio Cardozo - 1 de agosto de 2009 @ 7:36 am

    Enéas, fuja da zona de conforto! Ela embota o pensamento, estingue a criatividade e faz mal ao coração. Já vi muitos talentos promissores se fossilizarem por preferirem a comodidade do emprego público e se conformarem com o salário miserável porém certo até o fim da vida. Se você se julga capaz de enfrentar, com sucesso, a selva que existe fora da caverna, mãos à obra. “Repoting yourself”. Eça daqui uns 15 dias com Morandé Reserva, naturalmente. Abraços

  29. Julio Sergio Cardozo - 1 de agosto de 2009 @ 8:08 am

    Para aqueles que estão em dúvidas se ficam como estão e o bicho come, ou se fogem e aí o bicho pega. Há bastante tempo você vem percebendo que já é hora de mudar. E por que não começar agora? Nada de repetir as mesmas coisas. Surpreenda. Abandone o que não está lhe fazendo bem. Acorde bem humarado e seja feliz. Você merece e pode. Pode e merece.

  30. Julio Sergio Cardozo - 1 de agosto de 2009 @ 8:12 am

    Francis, muito sensato o que você pondera. Aos quarenta talvez a vida queira te testar para ver se você é capaz. Dê, então, passos novos, arrisque novos empreendimentos e trilhe outros caminhos. Quem sabe não está na hora de começar uma nova história. Gosto muito do seguinte pensamento: “Os covardes nunca começam. Os fracassados nunca terminam. E os vencedores nunca desistem”.

  31. Andrea Simões - 1 de agosto de 2009 @ 2:32 pm

    Bem legal o artigo sobre a necessidade de mudar. Pouca gente escreve sobre isso. Também li o livro que o Eduardo cita abaixo, o Zona de Coragem. Ele pega esse tema de necessidade de mudar e dá uma aprofundada legal. Uma das coisas que mais me chocaram no livro foi que, numa certa passagem, o personagem principal (o livro é tipo uma novela bacaninha) acha que é fácil mudar, arrumar um outro emprego, por que tem 1.300 e tantos cartões de visitas na gaveta. E vê que aquilo tudo nada mais é que um monte de papel mofado - e que ninguém dá a mínima pra você se você mesmo NÃO DA O MAXIMO POR VOCÊ! Depois que li o livro, todos os dias - mas todos os dias mesmo! - tento fazer pelo menos 01 coisa corajosa, e que expanda minha zona de conforto.

  32. Andrea Koppe - 1 de agosto de 2009 @ 2:32 pm

    O artigo é ótimo. Comigo a mudança na vida profissional teve movimento contrário. Tive a coragem de sair(largar) meu próprio negócio e retomar à vida corporativa. Tomei a decisão em Julho de 2007, me percebi insatisfeita com o ‘quadradinho’. Iniciei um MBA em marketing na Fgv e programei para o final de 2008 o encerramento do negócio. Mas as coisas aconteceram muito rápido. Já em Abril de 2008 consegui colocação e vendi meu negócio. Foi uma mudança radical, que assustou amigos e parentes, mas reconheço que sou corajosa, tive coragem para iniciar o empreendimento e também para encerrar. Estou feliz, aprendi muito no último ano, tive oportunidade de conhecer lugares e pessoas muito interessantes, continuo aprendendo e planejando meu próximo “repot”. Os desafios nos trazem motivação. Detalhe: vou fazer quarenta anos em 2010.

  33. Julio Sergio Cardozo - 4 de agosto de 2009 @ 2:32 pm

    Andreia Koppe, sensacional o seu testemunho. E que coragem! Você é daqueles pessoas únicas que sabem bem do que são capazes e, dentro das regras, fazem os seus movimentos estratégicos com precisão quase cirúrgica. Diariamente, faço comentários no twitter sobre temas diversos, incluive conselhos para CEOs. Você apresenta as qualidades de uma CEO!

  34. Wagner Xerez - 5 de agosto de 2009 @ 2:52 pm

    Wagner Xerez disse:
    Agosto 5 de 2009 às 14:52 hs.
    Mudar, quando voce não estar satisfeito, incomodado com certas situações cooporativas, tenha sempre a coragem de mudar, começar outra vez, sempre tive este pensamento em vida pessoal e profissional. Acabo de pedir demissão da empresa que trabalhava, não estava satisfeito com tudo, e quando realmente aconteceu, me senti aliviado e livre, estou a procura de outro, é sempre assim, as coisas mudam e voce deve mudar junto com elas.

  35. Luis Fernando - 6 de agosto de 2009 @ 9:05 am

    Ótimo post, gostei muito do texto já que estou numa semana decisiva na minha carreira, após quase 15 anos na mesma empresa, estou com 34, recebi um convite para concorrer a uma posição de liderança em outra empresa e devo ter uma resposta amanhã.
    É penso que esta no momento certo de mudar de vaso.
    Obrigado pelo post que me fez ter certeza que a mudança é necessária para continuar o progresso da minha vida profissional.

  36. Andrea Giardino - 6 de agosto de 2009 @ 10:37 am

    De fato, toda a questão pode ser definida em uma única palavra: coragem. Promover rupturas não é fácil, já que temos uma tendência de nos acomodarmos. Por experiência própria, sei que quanto antes enxergarmos a necessidade de mudança e nos prepararmos para ela, nunca mais seremos pegos de surpresa. Além de ser um passo para não deixarmos de fazê-la por não existir saída, nem alternativa.

  37. Julio Sergio Cardozo - 6 de agosto de 2009 @ 11:21 am

    Luís Fernando, você está na idade certa para o “repoting”. E provavelmente, não será o único que ocorrerá em sua carreira. Se você gosta do Twitter, diariamente, dou umas dicas de comportamento, entre outros temas. Boa sorte e avise-nos o resultado. Tenho certeza que os milhares de visitantes do blog HSM estão torcendo por você.

  38. Maurício Bernardes - 6 de agosto de 2009 @ 11:41 am

    Lendo este artigo me lembrei de um fato ocorrido. Estava em um treinamento de logística, com duração de dois dias, nosso instrutor era um ex diretor da Fiat Automóveis, quando o treinamento terminou ele me chamou e disse: “Meu amigo você é muito bom, você tem futuro” Fui embora pensando no que ele disse e me dei conta da minha idade (39 anos). Se eu estivesse com 20 anos ficaria muito feliz, mas descobri que me faltou a coragem em alguns momentos para transformar este futuro em presente!!! Mas nunca é tarde para acordar!

  39. Julio Sergio Cardozo - 7 de agosto de 2009 @ 2:26 pm

    Maurício, hoje recebi no escritório um diretor de importante multinacional de serviços para “coaching” relatando o difícil momento que ele está vivendo ao não conseguir sobreviver financeiramente com o corte em sua remuneração devido à diminuição dos negócios. Ele está próximo ao “repoting” por achar que a empresa não saberá compreender as suas dificuldades para ajudá-lo a superar. Decisão difícil, sem dúvidas. Sabe qual foi a minha recomendação? Amadurecer a decisão, traçar os próximos passos e decidir se fica ou se sai, nos próximo 7 dias. Nâo deve continuiar sofrendo intensamente.

  40. Marcia Rodrigues - 8 de agosto de 2009 @ 4:52 pm

    Concordo que e preciso mudar. Ontem tomei a decisao de mudar de emprego. O trabalho que exerco atualmente me faz ter criatividade, mas a cada dia percebo que esta gerando resultados para a empresa. Nao me sinto tao feliz em faze-lo, porque para mim os resultados nao sao bons, as minhas metas nao sao alcancadas. As vezes, por ser boa naquilo que faço na atual empresa, perco outras oportunidades de crescimento profissional, porque poucos querem fazer o trabalho que faço com o salario que recebo, sou Monitora de Qualidade no Atendimnto ao Cliente, avalio diversos operadores de atendimento todos o dias e faço inúmeros relatorios semanais e mensais, bem como graficos de desempenho. Ja decidi, hora de mudar, buscar oportunidades de ensinar o que aprendi e ter meu trabalho reconhecido.

  41. Julio Sergio Cardozo - 9 de agosto de 2009 @ 9:55 am

    Marcia, mais um exemplo de coragem. E parece que você acredita que tem muita contribuição para dar. Siga os seus instintos e boa sorte. Obrigado por compartilhar o seu exemplo.

  42. Rafael Araújo - 9 de agosto de 2009 @ 5:26 pm

    Na vida tem momentos em que realmente precisamos dar um aguinada, caso contrário, seremos literalmente engolidos. Tenho 32 anos e há dois meses fui demitido juntamente com a minha equipe. Foi uma demissão que eu não estava esperando. Porém, o ponto positivo dessa demissão é que estou tendo um tempo para reformular a minha vida e consequentemente, minha carreira profissional. Nesse exato momento, possuo uma boa formação acadêmica, um bom curriculo, contudo, não tenho uma boa posição. Sempre assumi tarefas importantes, até mesmo quando era estagiário, mais não tinha um bom cargo. Essa situação tem que mudar. Desde a demissão ocorrida há dois meses, já entreguei pessoalmente em empresas de recolocação 14 curriculos e já fiz 3 entrevistas para bons cargos. Ainda não estou recolocado, mais sei que vou chegar lá. O importante é não se abater, arregaçar as mangas, correr atrás e principalmente, conhecer a si próprio, as qualidades, as oportunidades de melhorias e ter a humildade de reconhecer que as mudanças são válidas. Não tem jeito.

  43. Madalena - 23 de agosto de 2009 @ 4:12 pm

    Olá sou de Portugal e adorei ler os posts aqui, talvez me possam ajudar.
    Trabalho numa empresa à 16 anos e ao longo da minha carreira profissional sempre ajudei os outros que afinal acabavam por me ultrapassar e ficar com o meu lugar e nunca cheguei a qualquer lugar de liderança apesar de preparar muitos para tal.

    Apesar das minhas competêncicas diziam sempre que não podia ser promovida porque não era licenciada. Aos 39 anos sofri um choque emociaonal muito grande quando o meu ex marido resolveu dar um pontapé em 22 anos de casado e duas filhas e aderiu à moda em Portugal: andar com brasileiras. Fiquei perdida com duas filhas uma de 14 e uma de 6. Resolvi ir estudar e licenciei-me em Gestão de marketing. Mas até à data não consigo que me reconheçam no trabalho porque as funções que desempenho não necessitam de uma licenciada, (dizem eles para não terem de me promover).

    Neste momento tenho 43 anos terminei o meu curso com boas notas à 2 anos
    mas não consigo arranjar trabalho por isso não me posso despedir
    procuro montões de empregos, mas aqui em Portugal acham que ter experiencia só não é suficiente, a idade é que conta. Não sei o que fazer
    Todos os dias me arrasto para o trabalho, choro em desespero mas tenmho duas filhas e preciso disto. Ainda por cima tenho uma chefe mais novinha que terminou agora o cursinho dela e não gosta que ninguem seja mais inteligente do que ela e já me fez questão de mo dizer. No departamento dela não precisa de pessoas que pensem mas que façam. Para pensar está lá ela . Que faço? Podem ajudar-me com alguma dicas? Sou criativa, dinamica, proactiva e desistir NUNCA mas não consigo ser feliz

    Obrigada

  44. Julio Sergio Cardozo - 24 de agosto de 2009 @ 5:23 pm

    Madalena, é um caso emblemático e que ocorre em muitos países. E mesmo aqui no Brasil. Não temos uma fórmula precisa que possa ser prescrita para resolver o seu atual dilema. Sim, é um dilema: está infeliz, precisa do trabalho e não vê outras opções. Considerando que o diálogo com a sua atual e novinha chefe não é propício, talvez fosse indicado manter-se onde está, procurando demonstrar o seu saber e experiência sempre que uma oportunidade aparecer. Sempre existe aquele momento preciso em que a equipe está metida em um projeto e você tem uma solução inovadora que faz despertar a atenção para si. Ficar atenta à outras opções de trabalho, usando as redes de relacionamentos, como Linkedin, Plaxo, entre outras, para divulgar as suas competências entre amigos e conhecidos. Costuma dar certo. Não sei qual a atual situação em vosso lindo e querido país no que concerne a concursos públicos, trabalhar para o governo. Geralmente, é uma ótima opção. E analisar oportunidades em �?frica, especialmente, Angola. Tenho ouvido que a ex-colônia está vivendo um bom momento econômico. Boa sorte, muita paciência e perseverança. Sua hora chegará.

  45. Miguel Angelo Gomes - 23 de fevereiro de 2010 @ 11:30 am

    Esse texto é a cara de um colega meu, com certeza irei agora mesmo recomendar este endereço, porém devo dizer também que mesmo aos 23 anos já sinto essa vontade e apenas por limitações financeiras e claro, o medo.

    Esteja na Paz.

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Prof. Livre-docente Julio Sergio Cardozo

Consultor em gestão de negócios, conferencista, autor de livros e artigos e professor livre-docente em controladoria e finanças.

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Longevidade é viver bem por muitos anos. Andrea Giardino & Julio Sergio Cardozo

 

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